Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

O Cemitério

Fala galera!! Tudo bem?? Tô meio sumida, eu sei, preciso tomar vergonha na minha cara e passar a atualizar o blog com mais frequência. Vou tentar, juro. Mas enfim! Hoje eu trouxe a resenha do livro "O Cemitério", uma das obras mais aclamadas do mestre, Stephen King.

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 424
Ano: 2015 (edição original de 1983)
Avaliação: ☆☆☆☆
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação que acabaram morrendo principalmente na grande estrada movimentada por caminhões que corta a cidade. Porém, para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra antiga e maligna que atrai as pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
Então vamos lá, O Cemitério é um dos mais aclamados livros do King, e eu peguei pra ler já tendo uma boa noção da história, afinal já tinha assistido ao filme de 1989, intitulado aqui no Brasil de "O Cemitério Maldito", e mesmo que falte alguns detalhes do livro, ainda trás todo o plot da obra à público. Não vou me estender no desenrolar dos acontecimentos, porque sei que pode ter alguém que ainda não viu ao filme, nem leu o livro e não quero dar spoilers, porém, não é segredo pra ninguém qual a premissa da história: Um cemitério que por algum motivo, possui o poder de trazer os mortos de volta a vida. Se juntarmos isso ao fato de que se trata de uma obra do King, obviamente já começamos a leitura sabendo que não vamos ter um final lá muito feliz.


Eu admito que enquanto lia as primeiras páginas, eu não consegui simpatizar com nenhum dos personagens principais. Não sei bem explicar o porque, mas no início eu estava bem apática aos protagonistas. Mas o King tem o dom de nos aproximar dos personagens dele de uma forma única. Então quando ele começa a se aprofundar nos dramas familiares dos Creed, você começa a não só simpatizar por eles, mas você passa a se preocupar com eles, pois é claro que algo ruim está prestes a acontecer. Neste livro o King vai abordar a forma como nós lidamos com a morte. Principalmente a morte de entes queridos. Não sei vocês, mas quando eu penso que um dia as pessoas que são queridas para mim não vão estar mais aqui, eu sinto até um certo pânico. Então essa questão de como lidar com a morte de um familiar, é bem mais complexa e profunda do que eu consigo colocar em palavras. Porque sinceramente, eu não sei qual seria a minha reação diante a situação que é apresentada no livro. Você, leitor, enquanto vai passando as páginas, sabe que algo vai dar muito errado, mesmo antes de acontecer, e por várias vezes eu me peguei pensando coisas como: "Não faz isso, vai dar ruim..." Mas se colocando no lugar dos personagens, qual seria a reação de vocês? Porque se houvesse uma maneira de trazer de volta aqueles que já não estão mais entre nós, vocês fariam? Mesmo sabendo que essa maneira não é totalmente segura, e que talvez a pessoa não voltasse a ser como antes? Até onde você iria? É fácil falar "claro que não" olhando de fora, e com todas as informações que vão nos sendo apresentadas no decorrer da leitura você pensa "com certeza não!", que não faria, pois claramente vai dar ruim, mas será mesmo que na dor e no desespero da perda de filho, ou de seus pais, irmãos, esposa, marido, você realmente nem ao menos tentaria trazê-lo de volta? Esses são os questionamentos que nos passam pela cabeça enquanto lemos "O Cemitério".


Questionamentos morais sobre o certo e errado à parte, como todo livro do King, a narrativa é bem detalhada, de uma forma que nos faz realmente sentir como se estivéssemos dentro da história, os personagens são bem trabalhados, você vai conhecer dramas particulares de cada um, e que vão moldando suas ações ao longo da narrativa, como falei no início desse texto, pouco a pouco eu me vi preocupada com os personagens, mesmo sabendo como iria acabar. E devo dizer também que o final me deixou com aquela vontade de quero mais. Em resumo, é um livro pesado, brutal até, eu diria, e que vai mexer com a nossa cabeça. Vai nos fazer questionar muita coisa, e também refletir sobre a vida e a morte.

Eu gostei muito do livro, e com certeza recomendo a leitura para todos que gostam do gênero e/ou do autor. Agora me deixa ai nos comentários se você já leu, ou quer ler, ou mesmo se viu o filme! Até a próxima!


It: A Coisa

Fala galeraaaa! Tudo bom?! Hoje finalmente eu venho com a resenha de It: A Coisa, do meu escritor favorito, Stephen King. Eu terminei de ler no final do mês passado, então admito que enrolei um pouco para vir aqui escrever sobre ele, um dos motivos é que eu tenho tanto pra falar desse livro, e ainda não sei bem como colocar tudo isso em palavras, mas também foi por falta de tempo hábil mesmo. Enfim, chega de enrolar, e vamos lá!


Título: It: A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 1.103
Ano: 2014 (edição original de 1986)
Avaliação: ☆☆☆☆☆
Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.


Vou começar admitindo que eu tinha um pouco de medo de pegar esse livro pra ler. Não por ser uma 'história de terror', mas sim pelo tamanho dele. Eu nunca tinha lido um livro tão grande. O maior que eu já tinha lido antes foi Battle Royale, que tem 664 páginas. E já fazia um tempo que eu não pegava livro nenhum pra ler, então encarar 1.103 páginas assim era um pouco assustador. Mas eu realmente estava a fim de ler, e como não estava num ritmo de leitura como era o meu de costume, de ler um livro atrás do outro, eu resolvi tentar começar It, mas sem me cobrar demais, sabe? Sem ficar me cobrando de ler mais rápido, terminar logo e tals. Fui lendo nos meus intervalos do trabalho, ou no percurso de casa, e eu demorei uns quatro meses pra ler. Eu sei, deve parecer meio absurdo pra quem me conhece, que eu tenha demorado tanto, mesmo com o tamanho dele, mas eu realmente não quis ler com pressa, e li apenas nesses intervalos que eu falei e nos percursos de casa para o trabalho, e as vezes em casa quando tinha um tempo e tals. Mesmo demorando, eu gostei de ler dessa forma. Porque eu realmente me apeguei muito com a história e com os protagonistas, e foi muito bom passar quatro meses na companhia deles.

Então sim, eu me apaixonei pelo livro, pelos personagens... por tudo. Foi o segundo livro que eu li do Stephen King, e se eu já tinha me encantado com a escrita dele em 'O Iluminado', com It esse encanto aumentou em níveis que eu nem sei como explicar. Como de costume dele, ele não entrega a história toda de uma vez, ele vai construindo personagem por personagem, o que faz com que a gente se sinta muito próximo a eles, porque a gente vai conhecer cada detalhe da vida de cada um. King também faz isso com a cidade de Derry, descrevendo cada canto da cidade, que eu juro que eu sinto como se eu estivesse estado lá com os personagens, porque ele te familiariza tanto com o local, ao ponto de você saber o que fica onde, perto do que, e isso é muito legal. Toda a história vai sendo construída aos poucos, e ele vai criando junto toda a ambientação necessária para o clímax do livro.


Em It temos então dois períodos de tempo, que é o ano de 1958 com os personagens ainda como crianças de 11 e 12 anos, quando vão enfrentar A Coisa pela primeira vez. E temos o ano de 1985 com eles já adultos, com vidas formadas, voltando a Derry para tentar encerrar de uma vez por todas o que eles começaram em 58. O bacana, é que eles voltam por causa de uma promessa que fizeram na época, de que se A Coisa voltasse, eles voltariam também para matar ela de vez. Todos saíram da cidade, exceto o Mike, que é quem chama os outros de volta quando o ciclo da Coisa recomeça, e os outros 6 não lembram exatamente de tudo que aconteceu, eles lembram alguns detalhes apenas, e lembram da promessa. Mas mesmo sem saber ao certo o que vão enfrentar, todos eles voltam, e aos poucos as lembranças deles vão voltando também, e nós leitores, vamos 'lembrando' junto com eles e descobrindo as peças que faltam desse quebra-cabeças.

Apesar de ser considerado um livro de terror, afinal A Coisa é uma espécie de 'monstro' que mata crianças, temos aqui algumas cenas engraçadas, tem cenas tristes, cenas agoniantes, e tem cenas bem pesadas também, inclusive, um personagem que na minha humilde opinião chega a ser muito pior do que a própria Coisa, é o Henry Bowers, que é um lunático e faz coisas bizarras, que você fica se questionando se realmente é possível um ser humano fazer. Não só ele na verdade, mas várias pessoas da cidade tem um comportamento bem questionável em diversos momentos do livro, que realmente me deixaram bem indignada. Como em alguns momentos quando as crianças estão sendo aterrorizadas pelo Henry, e adultos passam por elas, e olham com indiferença, e não fazem absolutamente NADA. Sério, tinha vontade de dar uns bons tapas na cara dessas pessoas. Mas enfim. É o tipo de livro de que me deu todas as emoções possíveis. E isso foi uma das coisas que mais me cativou.


Eu posso dizer que gostei muito de toda a história, de cada detalhe (com exceção de uma cena mais para o final do livro que é bem perturbadora de se ler...), e principalmente desse grupo de crianças que demonstram uma amizade linda, e invejável (de uma forma boa). Juro que eu quase chorei no final, bem nas últimas páginas mesmo... E com toda certeza eu já estou com saudade deles e de Derry. É um livro que quero muito reler daqui algum tempo, e que eu super recomendo.

Se você já leu It, me diz ai nos comentários o que você achou também! Estou pensando se faço um post comparando o livro com os filmes, ou se gravo um vídeo assim... Não sei ainda, me digam ai o que vocês preferem. 

Por hoje é isso então, até a próxima!!


O Iluminado

Oiii!! Esses últimos dias estão um pouco corridos, estou me adaptando à uma nova rotina, por isso fiquei uns dias longe, mas estou de volta!! E hoje eu trouxe mais um revival de uma resenha antiga minha! Vou falar um pouco sobre um dos meus livros favoritos de todos os tempos, que é "O Iluminado" do mestre Stephen King! 


Título: O Iluminado
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 463
Ano: 2012 (edição original de 1977)
Avaliação: ☆☆☆☆☆
Sinopse: Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.


O Iluminado foi o primeiro livro do King que eu li, e foi onde me vi completamente louca para ler todos os outros que ele publicou, e isso se deve ao fato de que eu me encantei com a escrita dele. Muita gente critica a escrita do King por ele ser muito prolixo, afirmando que por conta disso os livros dele acabam sendo muito cansativos e arrastados para ler. No entanto, eu já gostei muito dessa característica. Porque ele prepara todo o ambiente, e vai gradualmente criando todo o clima para o ápice da história, que quando chega, você já está com o coração na boca sabendo que a qualquer momento algo grande vai acontecer, e ele descreve com destreza cada um dos personagens, expondo os sentimentos de cada um de uma forma que é impossível não se apegar a eles... Claro que, até o momento, do King eu só li O Iluminado, e estou na reta final de It, a Coisa. Mas mesmo em It, que é praticamente o dobro do tamanho de O Iluminado, eu não me cansei da leitura. Só não terminei It ainda por falta de tempo, mas a história está fluindo muito bem pra mim.


Mas voltando a comentar sobre o livro, a história se desenvolve muito bem, enquanto a tensão aumenta junto dos acontecimentos que vão nos sendo descritos, e quando chegamos ao clímax, não só tudo faz sentido na sua cabeça, como você fica extremamente angustiado pelos personagens, e achei isso algo muito bacana. King não chega com o horror logo de cara, e apesar de sermos apresentados a vários elementos, o verdadeiro horror da história se dá justamente quando você se dá conta do quanto os 'fantasmas' do hotel conseguiram afetar o Jack, e até onde isso poderia chegar. E justamente por ele criar todo um clima ao decorrer das páginas, te fazendo se apegar aos personagens, inclusive ao próprio Jack, é realmente angustiante quando as coisas chegam ao ponto máximo. O que não aconteceu no filme, pois no filme eu não senti empatia alguma com o Jack, todas as vezes que eu assisto tenho a mesma sensação de que ele já era um lunático que precisava só de um empurrãozinho para perder a cabeça.

Outro ponto interessante no livro, e que eu gostei de ir percebendo ao longo da leitura, são pequenas referências à outras obras, como Alice no País das Maravilhas, e até mesmo contos de Edgar Allan Poe.


O livro realmente se tornou um dos meus favoritos, e estou maluca para ler outros livros do autor. Para quem gosta de histórias de horror, suspense e afins, eu com certeza recomendo o livro, apesar de que eu acho que a grande maioria já deve ter lido este ou mesmo outras obras do King.


Muito Mais que uma Princesa

Oiii!! Estou de volta com mais uma das resenhas antigas que eu tinha feito para o blog, e dessa vez então trouxe o livro "Muito Mais que uma Princesa", que é um romance de época pelo qual eu sou apaixonada. Devo admitir, que eu não sou muito fã do gênero, porém existem algumas exceções que ganharam um lugarzinho no meu coração, e este com certeza foi um deles.


Título: Muito Mais que uma Princesa
Autor: Laura Lee Guhrke
Editora: Essência
Páginas: 341
Ano: 2008
Avaliação: ☆☆☆☆
Sinopse: Filha ilegítima de um príncipe e de uma famosa cortesã, Lucia viveu confinada em escolas e conventos durante a maior parte da vida. Mas, essas experiências não a impediram de provocar um escândalo depois do outro. Exasperado, o príncipe Cesare de Bolgheri decide que a filha deveria se casar o quanto antes, porque assim, controlar Lucia passaria a ser problema do marido. Para arranjar o casamento, Sir Ian Moore, o mais respeitado diplomata britânico, é chamado às pressas. De volta à Inglaterra, ele promete a si mesmo que achará um marido para Lucia, mas logo vê que sua experiência de diplomata talvez não seja suficiente para quebrar a resistência da moça. Apesar de não faltarem candidatos convenientes à nobreza, e ansiosos para dividir o leito com uma jovem tão atraente, nenhum está à altura do espírito e da paixão de Lucia. Sir Ian descobrirá que, muitas vezes, é mais difícil negociar com uma mulher do que com chefes de estado.
Nossa protagonista é a jovem Lucia Valenti, é uma jovem italiana de 22 anos, filha ilegítima do príncipe Cesare de Bolgheri, com a famosa cortesã Francesca, que depois de passar boa parte da vida confinada em escolas e conventos e arrumando confusão por onde passava, agora se vê obrigada por seu pai, a se casar. E Sir Ian Moore é chamado para arranjar um bom partido para a garota, afinal, ilegítima ou não, Lucia ainda é uma princesa.


Os personagens são bem construídos, com backgrounds muito ricos. Posso dizer que me encantei totalmente com a "miss Valenti", como Ian a chama. Descrita como uma personagem bonita, sensual, atrevida, e com traços típicos italianos, é a personalidade forte de Lucia que conquista o leitor, porque apesar de toda teimosia e impetuosidade, ela é uma garota passional, sonhadora e romântica, que quer se casar por amor, e não por obrigação.

Sir Ian também é encantador, o perfeito cavalheiro britânico, responsável, contido em suas emoções, e certinho em tudo o que faz. É praticamente o oposto de Lucia, e desde o primeiro encontro dos dois, nos vemos torcendo por esse casal dar certo. O livro ainda conta com momentos engraçados, e alguns um pouco mais... "calientes", mas que de forma alguma chega a ser vulgar. Sem dúvidas é uma história de amor não convencional, mas muito, muito bonita! A autora descreve os lugares tão bem, que consegue nos transportar para a Europa junto com os protagonistas, acompanhando-os em sua jornada.


Com uma narrativa muito fluída, e personagens extremamente cativantes, Laura Guhrke nos envolve na história com destreza, e é impossível não devorar todas as páginas rapidamente. Indico a leitura para todos que gostam de romances de época, ou para quem se interessar!

Uma curiosidade, é que o livro é na verdade o quarto volume de uma série, intitulada "Guilty Pleasures", porém os outros volumes infelizmente não foram publicados no Brasil. No entanto, o fato de ser parte de uma série, não prejudica a leitura, porque cada volume vai trazer uma história diferente, tendo como ligação apenas os personagens dos outros livros aparecendo aqui ou ali durante a narrativa. Mas posso dizer que gostei tanto da narrativa de "Muito Mais que uma Princesa", que se os outros volumes da série forem publicados aqui no Brasil algum dia, eu com certeza vou querer ler!



A Culpa é das Estrelas

Oiiiii!! Como eu falei no post passado, vou trazer algumas resenhas antigas para o blog não ficar sem conteúdo enquanto termino os detalhes do layout, entre outras coisas que quero mudar por aqui. A primeira delas então, é de A Culpa é das Estrelas, que foi um livro que eu li em Dezembro de 2014.


Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Ano: 2013
Avaliação: ☆☆☆☆
Sinopse: Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam. 
O livro vai contar então a história da menina Hazel Grace, de dezesseis anos, e Augustus Waters, que tem dezessete anos. São dois jovens muito inteligentes, e acabam se dando muito bem um com o outro, e claro, essa amizade entre eles acaba evoluindo para um romance adolescente. Mas só pela sinopse do livro, você logo de cara já imagina que não vai ter um final dos mais felizes.


Uma coisa que eu gostei muito no livro, é que apesar de tratar de temas um pouco delicados, o livro não é dramático. Tem partes muito engraçadas, e apesar de todos os problemas pelos quais esses dois passam no decorrer da história, ao mesmo tempo é impossível não se identificar com eles com coisas normais que acontecem na vida de todo adolescente. Existem sim as partes que tem uma carga dramática maior, e o final realmente me fez chorar muito. Um livro desses trás vários assuntos que nos fazem pensar muito sobre a vida, e a forma como encaramos situações ruins que podem acontecer à qualquer momento. Nos faz refletir, e ainda passa algumas lições de vida preciosas. No geral, é um livro lindo, não achei nada exagerado, acredito que John Green soube dosar muito bem as coisas, e eu gostei demais.


Não tem como não se encantar com os personagens, se envolver com a história, e por mais que a gente já imagine que o final não vai ser feliz pra sempre, é impossível não torcer pelos protagonistas, querendo que tudo dê certo no final. A Culpa é das Estrelas é um livro que realmente dá pra ler bem rapidinho, por ele ser curto e pela escrita simples e fluida do autor. É com certeza uma história que me marcou, e que eu recomendo muito para quem ainda não leu.


Resenha: Vocação Para o Mal!


Olá!! Hoje eu vim com uma resenha do último livro que eu li, que foi o Vocação Para o Mal, do Robert Galbraith (que na verdade é um pseudônimo da aclamada J.K. Rowling)! Eu devo admitir que ando meio preguiçosa esse ano com a leitura, mas quando comprei esse livro não tinha como eu não ler na mesma hora... kkkk

Título: Vocação Para o Mal
Autor: Robert Galbraith
Editora: Rocco
Páginas: 496
Ano: 2016

Avaliação: ☆☆☆☆

Sinopse: Depois de O chamado do Cuco e O bicho-da-seda, o terceiro romance da aclamada série do detetive Cormoran Strike, escrita por Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling. Quando um pacote contendo a perna decepada de uma mulher é entregue a Robin Ellacott, seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, suspeita de quatro pessoas de seu passado que poderiam ser capazes de tamanha brutalidade. Mas quando a polícia foca no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin precisam correr contra o tempo para descobrir a verdade.


Assim como nos dois primeiros livros da série, Vocação Para o Mal nos trás mais um caso do nosso conhecido detetive, Cormoran Strike. No entanto, uma coisa que me chamou a atenção logo que peguei o livro para ler, e que eu gostei demais, foi que em alguns capítulos, incluindo o primeiro, nós temos o ponto de vista do assassino. E isso é legal, porque ao longo da trama, esses capítulos nos dão algumas pistas extras de quem pode ter sido.

O livro começa seguindo a história de onde parou o segundo, então temos um Strike mais conhecido, fazendo um enorme sucesso depois de ter resolvido dois casos extremamente complexos, e é esse mesmo sucesso que incomoda o assassino, e acaba servindo como um estopim para que ele resolvesse enviar uma perna decepada diretamente para a parceira de Strike, Robin Ellacott.


Outro ponto que gostei muito no livro, é o desenvolvimento da relação entre Strike e Robin, que acaba se tornando um pouco mais pessoal, e em alguns momentos fica no ar a possibilidade de um romance entre os dois. O que eu devo admitir, que eu torço muito para que aconteça! Nós vamos conhecer um pouco mais sobre o passado de cada um dos protagonistas, principalmente da Robin, que já era algo que eu estava curiosa, pois ela é uma das minhas personagens favoritas na série.

Quanto ao crime em si, achei que foi muito bem elaborado, embora dos três casos, o que mais me deixou perplexa com certeza foi o do Bicho-da-Seda, mas como nesse temos o ponto de vista do criminoso, é interessante ver a forma fria e calculista como ele pensa e vai agindo no decorrer da história.

Como sempre, é um livro que prende sua atenção, e que você não quer largar em momento algum, pois te faz querer saber o que vai acontecer em seguida a cada página que você lê. Mas acho que nem preciso comentar isso, afinal não é nenhum segredo que J.K. Rowling escreve com uma maestria que não tem comparação, e eu simplesmente acho que ela está arrebentando com essa série.

Eu cheguei a desconfiar do criminoso em alguns momentos da história, mas novamente fui surpreendida no final, pois quando chegamos próximo ao clímax, eu já tinha certeza absoluta que era outro suspeito. Então com certeza foi um livro que entrou para minha lista de favoritos, e eu estou louca para que o próximo livro da série venha logo. Hahaha


Se você já leu Vocação Para o Mal, ou mesmo os outros livros da série, me diz ai nos comentários o que achou, só não vale deixar spoiler para quem ainda não leu. kkk Mas enfim, por hoje é isso então, até a próxima!


© Danih Geek - 2016 - 2021 | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento por: Jaque Design | Tecnologia do Blogger.
imagem-logo