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O Cemitério

Fala galera!! Tudo bem?? Tô meio sumida, eu sei, preciso tomar vergonha na minha cara e passar a atualizar o blog com mais frequência. Vou tentar, juro. Mas enfim! Hoje eu trouxe a resenha do livro "O Cemitério", uma das obras mais aclamadas do mestre, Stephen King.

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 424
Ano: 2015 (edição original de 1983)
Avaliação: ☆☆☆☆
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação que acabaram morrendo principalmente na grande estrada movimentada por caminhões que corta a cidade. Porém, para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra antiga e maligna que atrai as pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
Então vamos lá, O Cemitério é um dos mais aclamados livros do King, e eu peguei pra ler já tendo uma boa noção da história, afinal já tinha assistido ao filme de 1989, intitulado aqui no Brasil de "O Cemitério Maldito", e mesmo que falte alguns detalhes do livro, ainda trás todo o plot da obra à público. Não vou me estender no desenrolar dos acontecimentos, porque sei que pode ter alguém que ainda não viu ao filme, nem leu o livro e não quero dar spoilers, porém, não é segredo pra ninguém qual a premissa da história: Um cemitério que por algum motivo, possui o poder de trazer os mortos de volta a vida. Se juntarmos isso ao fato de que se trata de uma obra do King, obviamente já começamos a leitura sabendo que não vamos ter um final lá muito feliz.


Eu admito que enquanto lia as primeiras páginas, eu não consegui simpatizar com nenhum dos personagens principais. Não sei bem explicar o porque, mas no início eu estava bem apática aos protagonistas. Mas o King tem o dom de nos aproximar dos personagens dele de uma forma única. Então quando ele começa a se aprofundar nos dramas familiares dos Creed, você começa a não só simpatizar por eles, mas você passa a se preocupar com eles, pois é claro que algo ruim está prestes a acontecer. Neste livro o King vai abordar a forma como nós lidamos com a morte. Principalmente a morte de entes queridos. Não sei vocês, mas quando eu penso que um dia as pessoas que são queridas para mim não vão estar mais aqui, eu sinto até um certo pânico. Então essa questão de como lidar com a morte de um familiar, é bem mais complexa e profunda do que eu consigo colocar em palavras. Porque sinceramente, eu não sei qual seria a minha reação diante a situação que é apresentada no livro. Você, leitor, enquanto vai passando as páginas, sabe que algo vai dar muito errado, mesmo antes de acontecer, e por várias vezes eu me peguei pensando coisas como: "Não faz isso, vai dar ruim..." Mas se colocando no lugar dos personagens, qual seria a reação de vocês? Porque se houvesse uma maneira de trazer de volta aqueles que já não estão mais entre nós, vocês fariam? Mesmo sabendo que essa maneira não é totalmente segura, e que talvez a pessoa não voltasse a ser como antes? Até onde você iria? É fácil falar "claro que não" olhando de fora, e com todas as informações que vão nos sendo apresentadas no decorrer da leitura você pensa "com certeza não!", que não faria, pois claramente vai dar ruim, mas será mesmo que na dor e no desespero da perda de filho, ou de seus pais, irmãos, esposa, marido, você realmente nem ao menos tentaria trazê-lo de volta? Esses são os questionamentos que nos passam pela cabeça enquanto lemos "O Cemitério".


Questionamentos morais sobre o certo e errado à parte, como todo livro do King, a narrativa é bem detalhada, de uma forma que nos faz realmente sentir como se estivéssemos dentro da história, os personagens são bem trabalhados, você vai conhecer dramas particulares de cada um, e que vão moldando suas ações ao longo da narrativa, como falei no início desse texto, pouco a pouco eu me vi preocupada com os personagens, mesmo sabendo como iria acabar. E devo dizer também que o final me deixou com aquela vontade de quero mais. Em resumo, é um livro pesado, brutal até, eu diria, e que vai mexer com a nossa cabeça. Vai nos fazer questionar muita coisa, e também refletir sobre a vida e a morte.

Eu gostei muito do livro, e com certeza recomendo a leitura para todos que gostam do gênero e/ou do autor. Agora me deixa ai nos comentários se você já leu, ou quer ler, ou mesmo se viu o filme! Até a próxima!


Castle Rock

Boa tarde galeraaaa! Tudo bom com vocês?! Estou meio sumida, I know, eu poderia até tentar me justificar aqui do porque, mas resumidamente, ando meio desanimada com muita coisa. Mas aos pouquinhos estou tentando retomar meu ritmo e voltar a fazer as coisas que eu mais gosto, que é escrever aqui no blog e gravar vídeos. Enfim. Hoje eu resolvi falar de uma série que deu muito o que falar por ser inspirada em grandes obras do mestre Stephen King, que é Castle Rock, uma série original do serviço de streaming Hulu.

Título: Castle Rock
Criadores: Sam Shaw
Diretor: Daniel Attias, Kevin Hooks, Michael Uppendahl, Nicole Kassell
Gênero: Drama/Suspense/Terror/Thriller
Ano: 2018
Emissora: Hulu
Temporadas: 1 (2ª já foi confirmada)
Episódios: 10
Duração: 42 minutos (aprox.)
Elenco: Andre Holland, Bill Skarsgård, Jane Levy, Sissy Spacek, Melanie Lynskey, Scott Glenn, Adam Rothenberg, Alex Ziwak, Charlie Tahan, Brionne Davis, Caleel Harris, Cassady McClincy, Ann Cusack, Chosen Jacobs, Frances Conroy, Jason Mulcahy, Jeffrey Pierce

Avaliação: ☆☆☆☆☆

Enredo: Castle Rock é uma cidade fictícia localizada em Maine, nos Estados Unidos. Lá, passado e presente se cruzam através das histórias de terror que não só se ouve falar, como é vivida e sentida por seus moradores. Nesta estranha cidade, todo o universo de Stephen King se encontra.
Ok, vamos lá. Acredito que todo mundo que é fã do trabalho do Stephen King ficou sabendo dessa série, já que seria inspirada em várias histórias do mestre, e ambientadas num mesmo contexto. Assim que eu fiquei sabendo dela, como grande apreciadora das obras do King, eu fiquei maluca para assistir. Mas, como infelizmente o Hulu ainda não transmite em territórios nacionais, tive que procurar outros meios de ver a série. Não vou citar nenhuma fonte por aqui, mas não é tão difícil de encontrar nesse mundão que é a internet. E eu digo, vale muito a pena procurar para assistir.


A série é muito boa, e um prato bem cheio de referências para várias histórias como A Espera de um Milagre, o conto Rita Hayworth and Shawshank Redemption (que foi inspiração para o filme "Um Sonho de Liberdade"), O Iluminado, Trocas Macabras, Cujo, A Metade Negra, entre outras mais. Também temos alguns atores que já participaram de adaptações para o cinema de histórias do King, como Bill Skarsgård que interpretou o palhaço Pennywise no remake de It: A Coisa, e Sissy Spacek que foi Carrie White, na primeira adaptação de Carrie, a Estranha.

Castle Rock é uma cidade fictícia no Maine, que serve de palco para algumas das obras que citei a cima, então vemos alguns personagens que já conhecemos, como é o caso do xerife Alan Pangborn, e alguns que tem alguma ligação com personagens icônicos do King, como é o caso de Jackie Torrance, que é sobrinha de ninguém mais, ninguém menos que o nosso Jack Torrance. A história é meio confusa, principalmente no início, não sabemos muito bem para onde vamos com os acontecimentos que passam a se desenrolar, no entanto, ao passar dos episódios, começamos a entender um pouco mais desse universo, onde existe uma realidade paralela, e que ambos se conectam de alguma forma. Temos também questões de tempo e espaço, que admito que chegou a dar alguns nós na minha cabeça. kkkk


Um fato é, é impossível não se envolver na história, porque você fica querendo entender o que está acontecendo a todo momento, e isso prende muito a atenção, faz você criar várias teorias, faz você questionar quem são os mocinhos e vilões de verdade nessa história toda, e quando chegamos ao final... Bem, a minha reação foi de 'WTF????', e claro temos um grande cliffhanger indicando que podemos esperar grandes coisas da continuação, para qual eu estou SUPER empolgada. Ainda mais porque na cena final, depois dos créditos do último episódio, nos da a entender que teremos muitas referencias ao O Iluminado, que é uma das minhas histórias favoritas do King.

Algumas pessoas me perguntaram se é uma série de terror, e apesar de termos alguns elementos aqui e ali, não categorizaria ela como uma série de terror não. Eu acredito que ela se encaixa muito melhor como um suspense/thriller, com algumas doses de drama e até um pouco de ficção científica também, o que poderia ajudar a explicar melhor esse universo paralelo dentro da história.


Eu não quero comentar sobre os personagens ou ao desenrolar da história, porque acho que o mais legal em Castle Rock, é você ser surpreendido e ir pegando as referencias conforme vão surgindo. Mas o que eu posso dizer, é que os personagens são muito bem construídos, entre os meus favoritos estão a Molly, a Ruth, e claro a Jackie. Apesar de parecer confuso no começo, tudo vai se encaixando como um grande quebra-cabeças. E se você, assim como eu, é fã do Setephen King, tenho certeza que vai curtir pra caramba a série. O próprio King elogiou muito a produção nas redes sociais.

Ouvi dizer que cada temporada vai trazer uma história diferente, ainda que se passem no mesmo universo, e isso me deixou com uma pulga atrás da orelha, porque ficaram algumas pontas soltas no final da primeira temporada. Então estou me perguntando até agora se vão explicar na próxima, ou se realmente vão trazer uma nova história, com novos protagonistas e deixar para que nossa imaginação traga as respostas para as perguntas que ficaram no ar. Não vi nenhuma confirmação sobre isso, então vou precisar esperar mesmo para descobrir.


Mas me diz ai, você já viu Castle Rock? O que achou? Animado para próxima temporada? Eu gostei tanto, que estou torcendo muito para o Hulu abrir suas portas para os brasileiros também. kkkk Enfim, por hoje é isso então, um beijo!


It: A Coisa

Fala galeraaaa! Tudo bom?! Hoje finalmente eu venho com a resenha de It: A Coisa, do meu escritor favorito, Stephen King. Eu terminei de ler no final do mês passado, então admito que enrolei um pouco para vir aqui escrever sobre ele, um dos motivos é que eu tenho tanto pra falar desse livro, e ainda não sei bem como colocar tudo isso em palavras, mas também foi por falta de tempo hábil mesmo. Enfim, chega de enrolar, e vamos lá!


Título: It: A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 1.103
Ano: 2014 (edição original de 1986)
Avaliação: ☆☆☆☆☆
Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e... do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em 'It - A Coisa', clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.


Vou começar admitindo que eu tinha um pouco de medo de pegar esse livro pra ler. Não por ser uma 'história de terror', mas sim pelo tamanho dele. Eu nunca tinha lido um livro tão grande. O maior que eu já tinha lido antes foi Battle Royale, que tem 664 páginas. E já fazia um tempo que eu não pegava livro nenhum pra ler, então encarar 1.103 páginas assim era um pouco assustador. Mas eu realmente estava a fim de ler, e como não estava num ritmo de leitura como era o meu de costume, de ler um livro atrás do outro, eu resolvi tentar começar It, mas sem me cobrar demais, sabe? Sem ficar me cobrando de ler mais rápido, terminar logo e tals. Fui lendo nos meus intervalos do trabalho, ou no percurso de casa, e eu demorei uns quatro meses pra ler. Eu sei, deve parecer meio absurdo pra quem me conhece, que eu tenha demorado tanto, mesmo com o tamanho dele, mas eu realmente não quis ler com pressa, e li apenas nesses intervalos que eu falei e nos percursos de casa para o trabalho, e as vezes em casa quando tinha um tempo e tals. Mesmo demorando, eu gostei de ler dessa forma. Porque eu realmente me apeguei muito com a história e com os protagonistas, e foi muito bom passar quatro meses na companhia deles.

Então sim, eu me apaixonei pelo livro, pelos personagens... por tudo. Foi o segundo livro que eu li do Stephen King, e se eu já tinha me encantado com a escrita dele em 'O Iluminado', com It esse encanto aumentou em níveis que eu nem sei como explicar. Como de costume dele, ele não entrega a história toda de uma vez, ele vai construindo personagem por personagem, o que faz com que a gente se sinta muito próximo a eles, porque a gente vai conhecer cada detalhe da vida de cada um. King também faz isso com a cidade de Derry, descrevendo cada canto da cidade, que eu juro que eu sinto como se eu estivesse estado lá com os personagens, porque ele te familiariza tanto com o local, ao ponto de você saber o que fica onde, perto do que, e isso é muito legal. Toda a história vai sendo construída aos poucos, e ele vai criando junto toda a ambientação necessária para o clímax do livro.


Em It temos então dois períodos de tempo, que é o ano de 1958 com os personagens ainda como crianças de 11 e 12 anos, quando vão enfrentar A Coisa pela primeira vez. E temos o ano de 1985 com eles já adultos, com vidas formadas, voltando a Derry para tentar encerrar de uma vez por todas o que eles começaram em 58. O bacana, é que eles voltam por causa de uma promessa que fizeram na época, de que se A Coisa voltasse, eles voltariam também para matar ela de vez. Todos saíram da cidade, exceto o Mike, que é quem chama os outros de volta quando o ciclo da Coisa recomeça, e os outros 6 não lembram exatamente de tudo que aconteceu, eles lembram alguns detalhes apenas, e lembram da promessa. Mas mesmo sem saber ao certo o que vão enfrentar, todos eles voltam, e aos poucos as lembranças deles vão voltando também, e nós leitores, vamos 'lembrando' junto com eles e descobrindo as peças que faltam desse quebra-cabeças.

Apesar de ser considerado um livro de terror, afinal A Coisa é uma espécie de 'monstro' que mata crianças, temos aqui algumas cenas engraçadas, tem cenas tristes, cenas agoniantes, e tem cenas bem pesadas também, inclusive, um personagem que na minha humilde opinião chega a ser muito pior do que a própria Coisa, é o Henry Bowers, que é um lunático e faz coisas bizarras, que você fica se questionando se realmente é possível um ser humano fazer. Não só ele na verdade, mas várias pessoas da cidade tem um comportamento bem questionável em diversos momentos do livro, que realmente me deixaram bem indignada. Como em alguns momentos quando as crianças estão sendo aterrorizadas pelo Henry, e adultos passam por elas, e olham com indiferença, e não fazem absolutamente NADA. Sério, tinha vontade de dar uns bons tapas na cara dessas pessoas. Mas enfim. É o tipo de livro de que me deu todas as emoções possíveis. E isso foi uma das coisas que mais me cativou.


Eu posso dizer que gostei muito de toda a história, de cada detalhe (com exceção de uma cena mais para o final do livro que é bem perturbadora de se ler...), e principalmente desse grupo de crianças que demonstram uma amizade linda, e invejável (de uma forma boa). Juro que eu quase chorei no final, bem nas últimas páginas mesmo... E com toda certeza eu já estou com saudade deles e de Derry. É um livro que quero muito reler daqui algum tempo, e que eu super recomendo.

Se você já leu It, me diz ai nos comentários o que você achou também! Estou pensando se faço um post comparando o livro com os filmes, ou se gravo um vídeo assim... Não sei ainda, me digam ai o que vocês preferem. 

Por hoje é isso então, até a próxima!!


O Iluminado

Oiii!! Esses últimos dias estão um pouco corridos, estou me adaptando à uma nova rotina, por isso fiquei uns dias longe, mas estou de volta!! E hoje eu trouxe mais um revival de uma resenha antiga minha! Vou falar um pouco sobre um dos meus livros favoritos de todos os tempos, que é "O Iluminado" do mestre Stephen King! 


Título: O Iluminado
Autor: Stephen King
Editora: SUMA
Páginas: 463
Ano: 2012 (edição original de 1977)
Avaliação: ☆☆☆☆☆
Sinopse: Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.


O Iluminado foi o primeiro livro do King que eu li, e foi onde me vi completamente louca para ler todos os outros que ele publicou, e isso se deve ao fato de que eu me encantei com a escrita dele. Muita gente critica a escrita do King por ele ser muito prolixo, afirmando que por conta disso os livros dele acabam sendo muito cansativos e arrastados para ler. No entanto, eu já gostei muito dessa característica. Porque ele prepara todo o ambiente, e vai gradualmente criando todo o clima para o ápice da história, que quando chega, você já está com o coração na boca sabendo que a qualquer momento algo grande vai acontecer, e ele descreve com destreza cada um dos personagens, expondo os sentimentos de cada um de uma forma que é impossível não se apegar a eles... Claro que, até o momento, do King eu só li O Iluminado, e estou na reta final de It, a Coisa. Mas mesmo em It, que é praticamente o dobro do tamanho de O Iluminado, eu não me cansei da leitura. Só não terminei It ainda por falta de tempo, mas a história está fluindo muito bem pra mim.


Mas voltando a comentar sobre o livro, a história se desenvolve muito bem, enquanto a tensão aumenta junto dos acontecimentos que vão nos sendo descritos, e quando chegamos ao clímax, não só tudo faz sentido na sua cabeça, como você fica extremamente angustiado pelos personagens, e achei isso algo muito bacana. King não chega com o horror logo de cara, e apesar de sermos apresentados a vários elementos, o verdadeiro horror da história se dá justamente quando você se dá conta do quanto os 'fantasmas' do hotel conseguiram afetar o Jack, e até onde isso poderia chegar. E justamente por ele criar todo um clima ao decorrer das páginas, te fazendo se apegar aos personagens, inclusive ao próprio Jack, é realmente angustiante quando as coisas chegam ao ponto máximo. O que não aconteceu no filme, pois no filme eu não senti empatia alguma com o Jack, todas as vezes que eu assisto tenho a mesma sensação de que ele já era um lunático que precisava só de um empurrãozinho para perder a cabeça.

Outro ponto interessante no livro, e que eu gostei de ir percebendo ao longo da leitura, são pequenas referências à outras obras, como Alice no País das Maravilhas, e até mesmo contos de Edgar Allan Poe.


O livro realmente se tornou um dos meus favoritos, e estou maluca para ler outros livros do autor. Para quem gosta de histórias de horror, suspense e afins, eu com certeza recomendo o livro, apesar de que eu acho que a grande maioria já deve ter lido este ou mesmo outras obras do King.


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